
A Ordem dos Médicos assinala esta terça-feira o primeiro Dia Nacional do Serviço Nacional de Saúde (SNS). Criado há 30 anos, o SNS foi alvo de um ciclo de debates que termina hoje. Ao longo dos últimos meses, médicos, investigadores sociais e dirigentes políticos olharam para o SNS de vários pontos de vista, tendo revisitado os «momentos marcantes da sua evolução», informa a Ordem dos Médicos em comunicado.
O fim deste ciclo de debates está agendado para hoje, Dia Nacional do SNS, no auditório da Ordem dos Médicos, onde estará o autor da lei que criou o SNS, António Arnault, que na semana passada lançou um livro sobre o assunto. António Arnault, também uma figura histórica do PS, afirma no livro que o partido «tem o dever histórico, político e patriótico de liderar a defesa, consolidando e aperfeiçoando o SNS, não permitindo a subversão do modelo consagrado». Ainda no livro, o fundador do SNS considera que houve vários ataques ao longo destes anos. «Os grupos económico-financeiros ligados aos negócios da saúde, que já dominam cerca de 25 % do «mercado», apenas morigeraram os seus ataques». E continua dizendo que «o objectivo desses grupos e dos seus serventuários, alguns dos quais foram ministros, é a privatização, pelo menos parcial ou indirecta, do SNS».
O Dia Nacional do SNS foi criado através de um despacho publicado no Diário da República de 9 de Setembro e surgiu após a celebração dos 30 anos do SNS, comemorado pelo Ministério da Saúde no dia 8 de Julho sob o lema «Garantir o futuro».
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