Pensar hoje a saúde que queremos amanhã
Catarina Portela ainda não recebeu nenhum presente

Postado em 5 junho 2009 às 22:00 ‚Äî

Postado em 17 maio 2009 às 22:00 ‚Äî
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Há muito que procuramos respostas para o problemas das necessiaddes das pessoas idosas: Vou tentar ser claro: estão as pessoas mais isoladas em sua casa, vivendo sós, do que nos lares, no modelo existente? Desenvolvem mais depressão quando estão institucionalizadas? Preferem cuidados domiciliários ou ir para um Lar? O que gostavam que lhes permitissem fazer? Quais são os seus maiores problemas? Se recebessem a comparticipação que é dada às instituições, viveriam melhor em casa ou com amigos ou com familiares? O que gostavam de encontrar nos lares? e de fazer?
No fundo, cara Catarina, nós temos esta ideia porque ninguem até hoje estudou as necessidades de saude, sociais e ninguem caracterizou esta população. Contudo continua-se a investir, provavelmente, em modelos que as pessoas idosas não apreciam. Qual é a incidência das doenças psiquicas na população idosa? 10%, 70%? Qual é o grau de dependência das pessoas idosas? É que se as pessoas idosas tiverem uma enorme incidência de doença psiquiátrica deveriamos investir em modelos de lares adequados a essa necessidade. Está a entender-me?
Porque é que a estou a motivar para isto? Porque vamos lançar um projecto de investigação no concelho de Setubal. Temos alguem que vai lançar esse projecto na NUT Alentejo e poderiamos reunir todos estes projectos para aprofundar-mos os nossos conhecimentos sobre as pessoas idosas. Eu sei que a sua tese é de mestrado e que está sujeita a uma quantidade de restrições e orientações profundamente académicas, mas se conseguir entrar nesta área é muito interessante.
Provavelmente estou a chatear com esta coisa das necessidades mas é o que mais me preocupa e que poderia contribuir para influenciar alguns investimentos nesta área.
Já reparou que não existem respostas especificas para pessoas idosas com deficiências graves? É que as pessoas com essas deficiências há uns anos atrás morriam adolescentes e agora também envelhecem. Quantas são?
Por outro lado nós julgamos que as comparticipações do estado deveriam ser atribuidas pelos graus de dependência mas não pela simples decisão de: dependente/independente. Deveriam constituir-se instrumentos para essa avaliação.
Em resumo andamos aqui às voltas a desenvolver serviços e cuidados para pessoas idosas sem as conhecer e sem saber as suas necessidades. Qualquer trabalho que vá de encontro a este problema será bem vindo.
Gostava assim de saber mais do seu trabalho e não pense que é por qualquer interesse particular., é porque julgo que o podemos encaixar no nosso trabalho se isso for seu desejo e ambos contribuirmos para que esse trabalho tenha consequências e não fique pelas estantes das bibliotecas.
Entretanto se passar por Lisboa diga alguma coisa para a podermos receber na associação.
Cumprimentos
Era tão bom que a sua tese fosse sobre a avaliação das necessidades das Pessoas Idosas...
Vivemos num País que tarda em avaliar primeiro para planear depois. Não nos passa pela cabeça quais são as necessidades das Pessoas Idosas no seu domicilio ou institucionalizadas. E continuamos a investir em equipamentos e soluções que, provavelmente não respondem a essas necessidades. Já viu que essas necessidades tem sido determinadas por nós...os espertos, os intelectuais?!
Mas pronto, vai avaliar a qualidade de vida dessas pessoas e isso também é necessário e pode dar algumas pistas. Mas queria dizer-lhe que, de facto, deve avaliar essa qualidade em função da resposta social que essa pessoa tem. E vou-lhe ser completamente frontal (julgo que é isso que mais espera de mim). A unidade de Coimbra não é propriamente a mais adequada para esse trabalho já que se trata de uma unidade de cuidados continuados, cuja missão é concreta e especifica: reabilitar para integrar, reabilitar para diminuir incapacidades e oferecer cuidados em fim de vida (paliativos). Ora o que precisa de avaliar é a qualidade de vida das pessoas idosas quando estão no domicilio sem apoios formais, quando tem apoios informais, quando estão em apoio domiciliário, quando se encontram em Lares e casas de repouso e dentro destas, nos vários modelos de oferta: instituições de solidariedade , residências assistidas, lares privados, etc. Até em função do custo desses lares para o cliente.
Pegar em determinado numero de idosos e perguntar-lhes sobre a sua qualidade de vida não me parece relevante.
Quero também dizer-lhe que não é preciso solicitar a vinda ao Lar do SBSI/SAMS. Isso é obrigatório e faço questão de a receber e poder dar-lhe todo o apoio que necessitar.
Finalmente informo-a que, com a nossa humildade, temos vindo a apoiar algumas teses de mestrado e pensamos até vir a concorrer a financiamento, a partir de Janeiro, para a realização de trabalhos de investigação que poderão ser teses de mestrado ou doutoramento. Será que julga importante uma reunião com a associação? Se o desejar, disponha. Temos todo o gosto em acompanhar e apoiar o seu trabalho.
Cumprimentos
Sou da coordenador em Telemedicina da Faculdade de Medicina do ABC, e estamos estudando a criação de um curso de graduação em Gerontologia, caso seja de seu interesse trocar informações sobre esse tema, entre em contato comigo limamp@gmail.com.
Você também pode conferir meu trabalho, no meu site pessoal www.limamp.com.br
[ ]'s
Aproveito para te agradecer a tua ewntrada no Grupo e já agora sugiro que consultes o site www.associacaoamigosdagrandeidade.com
Gostaria muito de conhecer a tua tese de mestrado e se concordasses gostariamos de a publicar no site da Associação. Contacta a associação, se isso for do teu interesse.
Obrigado
Já subscreveu o grupo que foi criado neste NING para a "Grande Idade"?